Arquivo para categoria Comportamento

Corremos o Risco de nos Transformarmos em uma Nação Comunista?

O que me parecia uma idéia absurda anos atrás já consigo ver com certo receio, por vezes medo mesmo. Um dia enviei mensagem pelo Twitter para a então candidata a Deputada Federal pelo PCdoB (RS), Manuela D’Avila. Políticos em época de eleição respondem até bom dia dos seguidores. A minha pergunta foi direta e requeria uma resposta objetiva:

Se você tivesse poder, transformaria o Brasil em uma nação comunista?“. A resposta, no momento, me pareceu muito vaga mas hoje faz todo o sentido. A resposta:

Isso não se faz, se constrói“.

Na primeira parte ela admite que não se pode fazer isso com o poder da caneta ou, como queriam os terroristas que lutavam contra a ditadura militar, através de um golpe. Isso me conforta um pouco. Mas a segunda parte – “se constrói” – hoje causa-me temor.

Pois bem, por muitos anos tenho lido sobre o comunismo e observado governos socialistas e comunistas ao redor do mundo. E vejo no que acontece no Brasil atual muita similaridade. As coisas são feitas aos poucos, para o povo ir se acostumando com certas idéias. Eles chegaram ao poder (temos a esquerda no comando há 12 anos) através do voto e têm um exército de esquerdistas (blogueiros, jornalistas, sindicatos) que estão espalhando na mente das pessoas certas idéias que são a fundação de um país comunista. Em outras situações, com base em compra de apoio parlamentar, nos fazem engolir por lei mesmo. Vamos a alguns exemplos de que estamos caminhando para o comunismo?

Luta de classes: Pobre contra Rico; classe média contra pobre; rico contra pobre. Você está cansado de ouvir isso mas os esquerdistas do governo instigam esse debate para que você tenha nojo das chamadas “elites”, da “mídia”, para que você saiba que existe um culpado pelo seu fracasso. Não dão nome aos bois, isso faz parte do jogo, é evasivo.

Ditadura das minorias: Grupos minoritários que defendem temas que numa democracia (escolha da maioria) não virariam lei, são incentivados pelo governo e, por vezes, até recebem apoio da “mídia” (quanta ironia) para empenhar suas lutas. Esses movimentos vão ganhando corpo e voz e, sob pressão dos grupos menores e do governo, o congresso acaba fazendo não a vontade da maioria mas, sim, a vontade dessas pessoas.

– Excessivos programas sociais: É bolsa família, bolsa gás, bolsa leite, etc. Com isso o povo fica anestesiado. Prefere ganhar essas migalhas a ter de enfrentar uma fila de emprego, estudar e competir no mercado. Quem paga tudo isso são todos os que trabalham duro e recolhem honestamente seus impostos. A desculpa é a maior distribuição de renda. Dizem que estão tirando da miséria milhões de pessoas quando, na verdade, em um estado socialista se levam milhões para a miséria (vide o que acontece na Venezuela com o desabastecimento) para fazer companhia aos que já estão lá.

Mordaça na imprensa: Parte de um projeto de implantação do socialismo é limitar as ações da imprensa. Quantos projetos você já ouviu falar que tramitam ou tramitaram para votação em que o tema é esse? Franklin Martins deve ter criados vários. Mas qual a intenção de controlar a imprensa? Justamente para que não exista uma voz de oposição que, digamos, pudesse contaminar a mente das pessoas e abrir seus olhos. De novo, o combate a “mídia burguesa opressora”.

Compra dos sindicatos: Não lembro bem o ano, mas no primeiro mandato de Lula, os sindicatos foram desobrigados de prestar contas. Isso foi celebrado em Brasília com whisky 12 anos. Com isso, os sindicatos estão totalmente adestrados pelo governo e o mesmo não vê nos sindicatos ameaça. Muito pelo contrário. São uma massa de manobra (idiotas úteis) vitaminada, que a qualquer mando do governo, podem realizar protestos contra instituições democráticas e forçar opinião pública (mais idiotas úteis) a seguirem suas idéias.

Coitadismo dos bandidos: Para governos comunistas, bandido é um cidadão que não teve oportunidades e precisa realizar atos de infração (para mim, crimes) para poder sobreviver. Ora bolas, com tanto emprego nesse país e um aumento significativo da qualidade de vida, essa tese não se sustenta mais. É desvio de caráter mesmo. é o Relativismo Moral em ação.

Ataques às ações da Polícia Militar: Quantas vezes a tal mídia opressora mostrou na televisão supostos abusos da força policial? Até aí tudo bem, estes abusos até podem existir. Agora, você já percebeu que mortes de policiais em defesa dos cidadãos honestos não recebem a mesma repercussão? Porquê querem que você sinta pena do bandido e não do policial. Querem que você defenda que a polícia não pode agir, não pode usar da força. Querem que você defenda a desmilitarização da polícia.

Não esqueça, um estado comunista se constrói, como disse a Deputada do PCdoB, Manuela D’Avila. E se você acha que não está sendo construído um, está na hora de pesquisar mais, ler mais e se informar do que está acontecendo na América Latina, sob diretrizes do chamada Foro de São Paulo.

E no dia em que não tivermos mais liberdade de expressão e papel higiênico, saiba que o comunismo chegou. Não haverá mais nada a ser feito a não ser lutar nas ruas.

Nota: Se você leu nesse texto que coloco socialismo e comunismo no mesmo saco, não foi por acaso. O Socialismo é só um caminho. O fim é o comunismo. Construído aos poucos.

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Relativismo Moral – Onde os fins justificam os meios

O relativismo moral pode ser explicado com um exemplo bem atual, em se tratando de Brasil.
O escândalo do mensalão trouxe à tona uma série de crimes cometidos por políticos. Entretanto, para muitos
desses políticos, não foi crime. Talvez, no fundo de suas líquidas consciências eles mesmos saibam que,
sob à luz da lei é crime, sim. Mas a mensagem passada ao público é a seguinte:

Fiz o que fiz por uma causa, por um bem maior, para construir uma sociedade mais justa“.

Ou, em outras palavras, os fins justificam os meios.

Bem, roubar é crime sempre, não? Ou, dependendo da situação, deve ser relevado, suavizado ou até
mesmo, desculpado? Você roubaria para alimentar um filho seu que está com fome e você não tem
recursos para alimentá-lo?
Bem, essa é uma pergunta de uma situação extrema. O fato é que o nosso relativismo moral, ou a suavidade
dos desmandos que cometemos, está elástico demais. Contextualizado demais. Tão sólido quanto uma ervilha.

Estou falando de roubos. Mas que tal a mentira, algo, digamos, mais corriqueiro?

Digamos que você esteja protegendo em sua casa uma pessoa que está sendo procurada por bandidos.
Eles batem à sua porta e disparam a pergunta: “Ela está aí?”. O que você faria? Se disser que não,
certamente estará mentindo. Mas foi para proteger uma vida, então vale? Que outras alternativas teria?

Mais um exemplo extremo. Mas o fato é que o brasileiro releva demais.

  • A TV a cabo pirata instalada em casa.
  • O Deputado roubou. Mas tudo bem, eu sou um cargo de confiança dele, dependo dele. Então me silencio.
  • Vou colocar um atestado “frio” na minha empresa, para poder descansar um pouco mais ou viajar.
  • Vou colocar meu parente para trabalhar no serviço público, ele precisa trabalhar.
  • Vou pegar um dinheiro escondido do meu marido, para dar para o pastor.
    Afinal, é para Deus que estou dando esse 
    dinheiro.

E existem muitos outros exemplos. Qual seria a alternativa? O Absolutismo Moral.
Mas isso é assunto para outro post.

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Soneto da Corrupção Brasileira

Alguns dizem ser culpa do capital,
outros dizem ser culpa apenas dos governantes.
Mas ela está em nossa história como nunca antes.
Por vezes invisível, por vezes abissal.

O brasileiro passa no sinal vermelho.
Paga propina, elege corruptos, sonega impostos.
Para desviar, o desonesto está sempre a postos.
Sorriso de regozijo ao se olhar no espelho.

Mais um desvio encontrado. Estamos anestesiados.
Por um punhado meu caráter está de lado.
A esmola não me ensina a pescar.

Sociedade de conchavos e hedonista.
Privilégios acima de princípios; assistencialista.
Será que meus filhos verão isso acabar?

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Populismo ao Estilo Pablo Escobar

Dias atrás assisti a um documentário colombiano sobre Pablo Escobar. O documentário mostrou um bairro em Bogotá com o seu próprio nome, criado por ele para a comunidade. Neste bairro ele construiu casas para famílias carentes, distribuiu dinheiro, presentes e até mesmo pagava escolas para alguns filhos de pessoas da comunidade. As pessoas por ele beneficiadas andavam todas com fotos do El Patrón, como também era conhecido, nos bolsos, para prontamente mostrar a quem perguntasse quem ele ou ela admirava.

Em uma das casas, a foto do Patrón estava na parede da sala, no lugar onde muitas outras famílias decentes colocam imagens de Cristo ou Nossa Senhora. Para essas pessoas, Pablo era um Deus. Para elas não interessava se ele havia assassinado tanta gente, se ele havia criado uma das maiores organizações criminosas do mundo. Para essas pessoas, não interessava se o produto que ele vendia (e que pagou suas casas, escolas, comida, etc) ajudava a destruir inúmeras vidas e famílias ao redor do mundo.

Para elas interessava apenas uma coisa: Que ele fez o que ninguém havia feito para a comunidade. O que nenhum governo fez, Pablo Escobar fez.

El Patrón não foi o primeiro a comprar a conivência das pessoas e nem será o último. Vamos olhar para o Brasil, onde escândalos de corrupção não impediram que Lula elegesse quem ele quisesse ou ele mesmo ficasse oito anos no poder. Para essas pessoas, não interessa se nos últimos anos foram desviados mais de 50 bilhões de reais dos cofres públicos.  O engraçado é que esses mesmos bilhões poderiam ajudar as pessoas também, pagando cirurgias ou tratamentos de câncer, moradias e boas escolas.

Para essas pessoas, o que interessa é que o governo coloca o peixe na boca delas em vez de ensinar a pescar. Os bolsa-esmolas anestesiam as pessoas e as tornam dependentes e coniventes com o Estado corrupto. Como mudar isso? De alguma forma, mostrando para o povo que a força do trabalho e da educação são os caminhos para um futuro melhor.

E que, acima de tudo, a honestidade compensa e a corrupção deve ser abominada, seja aquela que desvie canetas em alguma repartição ou bilhões em um ministério.

Portanto, tome cuidado com os lobos em pele de cordeiro que estão no nosso país. Muito cuidado com os Pablos Escobar que sempre surgem com propostas eleitoreiras que, através do populismo, prendem as pessoas ao Estado em vez de ensiná-las o valor do trabalho, da honestidade e da perseverança.

Como diz Benjamim Franklin, em uma de suas citações, “deixe a honestidade ser como a respiração de vossa alma“.

El Patrón morreu, assim como eu espero que a corrupção também encontre seu fim. Algum dia.

 

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A mentira da meia-entrada

Recentemente uma discussão veio à tona por conta do subsídio do governo em relação à meia-entrada. Os estudantes com carteirinha tem direito a pagar meio ingresso em shows e espetáculos no país todo. Ainda recentemente, a deputada Manuela D’Avila, comunista e relatora do Estatuto da Juventude, enviou ao congresso (que aprovou) texto em que aumenta a idade limite do estudante para 29 anos. Com claros objetivos eleitoreiros (a deputada comunista concorrerá a prefeitura de Porto Alegre em 2012), o tema foi massivamente criticado no Twitter e a deputada se obrigou a pagar um espaço em jornal para se defender, dizendo que nada
mais é que regulamentar aquilo que já existe e é subsidiado pelo Estado. Mas o efeito da lei foi outro, aumentou o preço médio, pois os empresários repassaram o custo para os demais. Alguém paga essa conta e com certeza não é o Estado e nem a deputada comunista Manuela. Se a lei não existisse os ingressos seriam mais baratos para todos.
Lembre-se disso na hora de votar em um Comunista como Manuela D’Avila, cujo objetivo é fazer o estado tomar conta da vida das pessoas, tornando-as dependente de auxílio do mesmo. Para um comunista, o Estado tem de ser uma máquina e as pessoas, meras engrenagens mecânicas.

Clique aqui para ver o texto no site da Revista Super Interessante

E as imagens da edição da revista (clique na imagem para aumentar)

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Os Brasileiros e a Corrupção

A razão de existir desse blog é a corrupção. Ou melhor, o ódio que sinto da mesma. De ser enganado, roubado e ainda não fazer nada contra isso. Ou quase nada. Mas fico me perguntando, se os políticos são tão corruptos quem é responsável por eles estarem lá? Ou pior, por ficarem lá, pois muitos são reeleitos mesmo comprovadas suas participações em esquemas de corrupção.
Sabem quem os colocou lá? O povo brasileiro. E esse mesmo povo, segundo uma pesquisa do IBOPE não só aceita a corrupção como também a praticaria se estivesse na mesma situação. É o resultado da pesquisa. Ou do que podemos interpretar dela. Para quem quiser ler, se encontra nesse link:

Corrupção da política – Eleitor, vítima ou cúmplice?

A frase mais impactante do texto:

“Por outro lado, parcela significativa do eleitorado apresenta desvios de conduta ética em seu dia-a-dia, sem notar qualquer relação com o comportamento dos políticos que a representam.”

Ou seja, nossas atitudes cotidianas mostram muito como somos e isso tem, sim, relação direta com essa roubalheira generalizada no país. Somos responsáveis pois somos tão corruptos quanto os corruptos políticos. Somos egoístas, não pensamos no coletivo. Eu vejo algumas dessas atitudes que, em grau maior ou menor, mostram o desvio de ética:

  • Passar na sinaleira (ou farol) com o sinal em vermelho: Afinal, se não vem mesmo gente do outro lado, por que não passar, não é mesmo brasileiro?
  • Jogar lixo no chão: Ora, o importante é eu me livrar do meu problema. Se isso vai criar outro problema para outras pessoas, não me importo.
  • O som alto perturbando os vizinhos: Ah, deixa eu me divertir, hoje é meu aniversário, por que não posso pelo menos nessa data? Azar dos vizinhos, vamos continuar a festa.
  • Sonegação de impostos: Ora, já recolho na fonte um caminhão de dinheiro. Vou juntar algumas notas frias para poder diminuir o que tenho de pagar ou aumentar minha restituição.
  • As filas nos aeroportos: Uma vez ouvi num aeroporto no exterior quando da chamada para formarem a fila. Brasileiros são sempre assim. A frase foi dita após a chamada, que avisava quem teria prioridade e quais fileiras deveriam formar a fila. Praticamente todos correram para ver quem chegava primeiro, esvaziando os bancos. O brasileiro quer sempre chegar na frente do outro.

É ruim ouvir a verdade mas esse país só será melhor quando soubermos detectar esses comportamentos em nós mesmos e ainda educar nossos filhos a não seguirem nossos falhos exemplos. E você, detecta quais mais comportamentos?

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Que Orgulho é esse, Gaúcho?

Estamos nos aproximando de uma época em que, no Rio Grande do Sul, comemora-se com muito orgulho a Revolução Farroupilha (1835-1845). Existem muitas referências bibliográficas e textos na internet falando da guerra, portanto, não cabe aqui uma aula e, sim, brevemente ir direto para o coração da Revolução, a sua razão de existir, o que bombeou o sangue nas veias dos farrapos.

Em poucas palavras, uma série de insurgentes liderados por Bento Gançalves investiu contra o Império, criando a República Rio-Grandense após algumas batalhas. Mas quais foram as motivações por detrás de revolução? Basicamente a não conformidade com as políticas vigentes no Império, principalmente relacionadas aos impostos e taxas cobradas em cima de produtos oriundos da economia gaúcha como a carne. A Revolta foi vista como o único caminho para garantir a prosperidade dos pampas. Muito bem, paremos por aqui. Vamos voltar ao momento atual.

O que acontece no mês de Setembro, período do ano em que se comemora essa Revolução? Muitas celebrações, orgulho gaúcho inflamado (já é grande), desfiles e bebida, muita bebida. O epicentro dessas comemorações, podemos dizer assim, é o Parque Farroupilha, na região central de Porto Alegre. Ali, os gaúchos acampam, trazem todos os apetrechos para o preparo de um bom churrasco e compartilham o chimarrão com os visitantes. Aliás, como diz Berenice Azambuja, cantora e compositora gaúcha, em uma de suas músicas:

Churrasco, bom chimarrão

Fandango, trago e mulher

É disso que o velho gosta

É isso que o velho quer

(É Disso que o Velho Gosta, Berenice Azambujja / Gildo Campos)

E tudo isso perdura por todo o mês de Setembro, contabilizando alguns casos de violência no parque, assasinatos e, no mínimo, saúde um pouco mais prejudicada com tanto churrasco gordo e bebida consumidos ao longo do período de acampamento.

Pois bem, mas daí acaba o mês de Setembro e o Gaúcho volta ao seu dia-a-dia, ao egoísmo e individualismo brasileiros que já tomaram conta do Rio Grande do Sul (é, o Império venceu). É nesse momento que eu te pergunto, gaúcho, para que todo esse orgulho? Se tu olhares o que acontece no nosso estado nos dias de hoje (dos últimos anos até agora), temos muito mais do que nos revoltar e pouco a que se orgulhar do nosso presente.

  • Governos corruptos, incompetentes tanto a nível Federal como Estadual. O que aconteceu com o caso Detran, escândalo com desvio de milhões de Reais dos cofres dos gaúchos? Eu sei de gente importante envolvida no caso do Detran que está gozando de sua vida de forma muito tranquila. É a certeza da impunidade soprando os ventos aqui nos pampas. Foi o caso do Detran apenas uma manobra para acabar com a Governadora anterior e eleger um outro governador ou temos mesmo o que investigar? E por quê não temos respostas adequadas?
  • E as nossas estradas? Olhem a situação da RS 118, uma rodovia de extrema importância na região metropolitana que está aos pedaços, com enormes rachaduras e buracos. E o que é feito? Quem cobra? Onde estão os nossos impostos para serem investidos na recuperação de estradas? Recentemente, a governadora anterior (Yeda Crusius), candidata a re-eleição, inaugurou um trecho da RS 118 com um asfalto bonito, lisinho, do jeito que o gaúcho gosta. Era época de eleição. Sabe quanto tempo durou o asfalto? Poucos meses. Está todo rachado, foi mal feito e com material de qualidade inferior. Dinheiro jogado fora.
  • Políticos brigam por cargos nos governos. Recentemente, o deputado Sérgio Moraes (sim, aquele que diz que se lixa para a opinião pública) brigou com um colega de partido pois apenas um grupo privilegiado ficara com os cargos mais importantes do atual governo de Tarso Genro. Mas gaúcho, não deveria ser uma briga por melhores estradas, mais dinheiro para nosso estado, mais dinheiro para a saúde? Ou uma briga cobrando porque os escândalos de corrupção não são resolvidos?
  • No futebol, recentemente tivemos o caso do Sport Club Internacional ter tido assumidamente roubado o título brasileiro em benefício do Corinthians. E o que foi feito? Quem brigou? Quem insurgiu contra a ditadura da CBF? Meu Deus, gaúchos, estamos baixando a cabeça e aceitando que o “Império” dite até mesmo que os peleiadores dos pampas não podem ser campeões de futebol?!?
  • Leis estúpidas estão sendo criadas. Veja o caso do Deputado Raul Carrion, assumido anti-americano, que quer obrigar a não utilização de palavras “estrangeiras” (inglês mesmo) em nosso estado. Mouse de computador viraria rato. Pode isso? Será que ele trafega na RS 118 para ver que tem outras guerras que estamos perdendo? E você gaúcho, o que faz com isso? Vendo um deputado lutando por coisas tão minúsculas tendo tantos outros problemas maiores a resolver. Quem entupiu a caixa de emails desse deputado para reclamar? Quem foi na assembléia pedir para ele trabalhar no que interessa para o estado?

Pois é Gaúcho, está chegando o mês de Setembro e será apenas mais um mês para comemorarmos o nosso carnaval. Muita bebida, churrasco e alegria. Fandango, trago e mulher. Depois, voltemos ao nosso dia-a-dia, nosso egoísmo. Voltemos a ser mais um povo anestesiado desse país acostumado com a corrupção. Fico imaginando o que faria Bento Gonçalves se estivesse por aqui. E você, vai fazer alguma coisa?

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