Arquivo de janeiro \13\UTC 2014

O Futuro do Rolezinho

Vislumbro o futuro do Rolezinho:

– Rolezinho vira oficalmente manifestação cultural do povo oprimido brasileiro.
– Ministério do Rolezinho é criado para difundir a cultura. Pablo Capilé vira ministro.
– Apresentação de Rolezinho está marcada para a abertura da copa do mundo.
– Quem se declarar praticante do Rolezinho tem cota vaga garantida em universidade. E também ganha título Doutor Honoris causa.
– Sindicato do Rolezinho é criado para defender os interesses contra o governo burguês. (peraí, mas se tem um ministério, como pode?
Bom, não é para ter coerência mesmo).
– Globo cria o programa Caldeirão do Rolé, com transmissões ao vivo de algum estacionamento de shopping center.
– Explosão de blogs pró rolé são criados com patrocínio da Caixa e Petrobrás.

O que mais?

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Relativismo Moral – Onde os fins justificam os meios

O relativismo moral pode ser explicado com um exemplo bem atual, em se tratando de Brasil.
O escândalo do mensalão trouxe à tona uma série de crimes cometidos por políticos. Entretanto, para muitos
desses políticos, não foi crime. Talvez, no fundo de suas líquidas consciências eles mesmos saibam que,
sob à luz da lei é crime, sim. Mas a mensagem passada ao público é a seguinte:

Fiz o que fiz por uma causa, por um bem maior, para construir uma sociedade mais justa“.

Ou, em outras palavras, os fins justificam os meios.

Bem, roubar é crime sempre, não? Ou, dependendo da situação, deve ser relevado, suavizado ou até
mesmo, desculpado? Você roubaria para alimentar um filho seu que está com fome e você não tem
recursos para alimentá-lo?
Bem, essa é uma pergunta de uma situação extrema. O fato é que o nosso relativismo moral, ou a suavidade
dos desmandos que cometemos, está elástico demais. Contextualizado demais. Tão sólido quanto uma ervilha.

Estou falando de roubos. Mas que tal a mentira, algo, digamos, mais corriqueiro?

Digamos que você esteja protegendo em sua casa uma pessoa que está sendo procurada por bandidos.
Eles batem à sua porta e disparam a pergunta: “Ela está aí?”. O que você faria? Se disser que não,
certamente estará mentindo. Mas foi para proteger uma vida, então vale? Que outras alternativas teria?

Mais um exemplo extremo. Mas o fato é que o brasileiro releva demais.

  • A TV a cabo pirata instalada em casa.
  • O Deputado roubou. Mas tudo bem, eu sou um cargo de confiança dele, dependo dele. Então me silencio.
  • Vou colocar um atestado “frio” na minha empresa, para poder descansar um pouco mais ou viajar.
  • Vou colocar meu parente para trabalhar no serviço público, ele precisa trabalhar.
  • Vou pegar um dinheiro escondido do meu marido, para dar para o pastor.
    Afinal, é para Deus que estou dando esse 
    dinheiro.

E existem muitos outros exemplos. Qual seria a alternativa? O Absolutismo Moral.
Mas isso é assunto para outro post.

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